A vida é feita de ciclos – Ainda bem!

Escrito por Marcelo Scharra

Em geral, os nossos conteúdos neste canal sempre estão relacionados a vendas, negócios, autodesenvolvimento e performance. Por isso, vamos falar da importância dos ciclos para a evolução.

 

Ciclo é o espaço de tempo durante o qual ocorre e se completa um fenômeno, um fato ou uma sequência de fenômenos e fatos. Nós, como seres humanos, gostaríamos que fosse sempre igual e previsível. Nosso instinto nos criou para viver em uma zona de conforto, mas a realidade é que os grandes ciclos respeitam uma ordem universal.

 

Quem nos acompanha aqui já deve ter lido a frase: “A natureza não dá saltos, porém está sempre evoluindo”. Assim somos nós e nossas obras, que vão se desenvolvendo. E, por mais saltos que possamos querer dar, a natureza sempre dá um jeito de mostrar que existem leis superiores à nossa vontade.

 

Neste ano, a Inside Business Design completou 11 anos de existência. E neste início da segunda década, podemos comemorar uma série de conquistas, fruto de muitos tropeços e da persistência em sempre continuar evoluindo, apesar das dores e dos percalços.

 

No último ano, fomos acometidos por uma crise no cenário mundial e pudemos exercitar nosso propósito de acelerar o progresso de empresas e pessoas por meio de nossos serviços de treinamento e consultoria, que inspiram novas conquistas com segurança para contratantes e motivação para vendedores.

Também conquistamos novos clientes – Bradesco, Porto Seguro, MSD, Amgen, Torrent, Cristália, Equinix, Arkema, RDC Viagens, Limelocker entre outros. Todos com sua importância, nos deram a oportunidade de colaborar com seus times de vendas e, consequentemente, com o progresso das empresas.

 

Nos entregamos de corpo e alma para nossos clientes e treinandos, sempre buscando dissipar a abundância de conhecimento, entusiasmo e motivação, especialmente em um momento tão agudo da evolução humana.

 

Pois é. Neste ano, em que as adversidades foram maiores que todas as outras, vividas em nossa primeira década, oferecemos o que tínhamos de melhor e, como consequência, recebemos de volta tudo de bom que plantamos e viemos cultivando nestes últimos anos.

 

Então, chegou a hora de estrear um novo ciclo, com uma nova marca, mas com o mesmo objetivo: fazer sua equipe e sua empresa venderem mais e melhor.

 

Iniciamos uma nova fase e, por meio deste canal, iremos apresentar como construímos a nossa nova identidade, além de todas as novidades que virão por aí.

Esperamos ter você conosco neste novo ciclo de, pelo menos, mais dez anos e que possam desfrutar de tudo que estamos preparando com grande carinho.

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Para que serve uma Trilha de Conhecimento

Escrito por Marcelo Scharra

Sem energia não há movimento. Precisamos criar trilhas que desafiem, que sejam prazerosas, não apenas tobogãs de conhecimentos divertidos, em que a única energia consumida é a da gravidade.

 

Recentemente, participei do briefing de treinamento de uma grande indústria farmacêutica. Assim que chegou, percebi que estava diante da solicitação de um uma verdadeira trilha de conhecimento. Uma demanda que apresentou não só a necessidade de desenvolvimento do time, mas me provocou enquanto provedor de solução de educação corporativa para times comerciais de uma forma muito positiva.

Ao ler os detalhes do briefing, ficou claro o cuidado e interesse das pessoas da área de treinamento e desenvolvimento (T&D) em criar uma trilha que realmente impactasse os treinandos e gerasse resultado. O tempo de treinamento solicitado foi de 11 meses. Isso aí, quase um ano, e com um objetivo bem claro.

 

Já irei retomar a solução que o time aqui da Aceleração de Vendas e eu entregamos para a empresa, mas, antes, gostaria de destacar o conceito de Trilha de Conhecimento e dar luz ao que entendemos ou, na verdade, no que de fato significa a palavra trilha, pensando porque, quando explorado em sua essência, pode potencializar o ganho de aprendizado, engajamento e resultados dos esforços de treinamento.

 

Trilha é um caminho, um trajeto pelo qual algumas pessoas já passaram e deixam um guia para que os outros sigam, o que, em geral, facilita muito a jornada dos que ainda estão por percorrer. Porém, existem dois aspectos que gostaria que você refletisse:

 

O PROBLEMA  – Construir o caminho é tão importante quanto chegar ao destino

Quando nós, educadores corporativos, construímos trilhas, ou caminhos que nossos treinandos devem percorrer, será que temos de fato deixado espaço para que eles participem da construção deste caminho? Vejo em algumas empresas a necessidade de construir um tobogã, caminho liso e rápido, que exige quase ou nenhum esforço do treinando. Ao invés de uma trilha, por exemplo, com um percurso o qual ele tem de fazer algum esforço para percorrer.

A grande ameaça neste tipo de olhar e construção é acreditar que precisamos criar trilhas que não consumam tempo, ou exijam o mínimo de esforço daqueles que participam. Então, se queremos deixar o caminho tão “liso”, a ponto de não ter atrito, provavelmente estamos criando um curso, literalmente, cujo aprendizado é o mínimo e é ancorado em desculpas verdadeiras de que as pessoas não têm tempo, não possuem foco e interesse nos temas, ou no treinamento em geral.

Se essa é uma visão que, de alguma forma, só podemos assumir com a sinceridade isolada de nossos pensamentos íntimos, você já deve ter percebido que, sem atrito, sem envolvimento e sem gasto de energia não há produção ou retenção de conhecimento. Chamo a atenção neste aspecto, porque, ao fazermos isso, estamos colocando as pessoas que passam por treinamentos sem atrito em uma zona de conforto que é antagônica à necessidade de se aperfeiçoar, ou melhor, de se auto aperfeiçoar. Não devemos evitar os atritos nos treinamentos, mas, sim, devemos acentuá-los, pois as situações e as adversidades podem ser controladas.

No treinamento, deve existir calor, pois esta eventual entropia pode trazer impacto direto nos clientes, o que justamente podemos evitar, criando situações, simulações ou estudos de caso que preparem os colaboradores para determinados eventos. Portanto, é preciso criar ambientes que realmente exponham a realidade, que exijam envolvimento e a participação ativa do treinando, onde o imprevisto, ou as considerações e construções de cada um dos participantes, sejam elementos centrais do processo de aprendizagem e não construir cenários que quase não exigem empenho intelectual.

Os mais adeptos da academia já devem ter ouvido a frase “No pain, no gain”  (“Sem dor, sem ganho”). Isso acontece nos treinamentos físicos, e também é o princípio dos treinamentos práticos intelectuais. Permita que os treinandos participem deste caminho rudimentar para que possam não só ajudar a construir o caminho, mas necessitar de energia para caminhar.

Caso tenha pensado que este atrito ou exigência de esforço possa reduzir o engajamento, tem razão. Irá reduzir o engajamento, mas, neste caso, o problema não está na sua trilha.

 

A SOLUÇÃO – O ambiente e a atmosfera importam

No primeiro ponto, eu salientei as dificuldades de colocar as pessoas na zona de desconforto produtiva, exigindo empenho de energia para ganho de conhecimento – o que é óbvio. Agora, neste segundo ponto, o aspecto que gostaria de trazer é o de uma possível solução para esta dificuldade.

Vamos voltar à trilha. Se o caminho é tortuoso, rudimentar e cheio de obstáculos, por que muitos de nós já percorremos uma trilha na natureza? Por que alpinistas vivem procurando vias traçadas em rochas nas trilhas verticais? A resposta é simples. Porque vale à pena! Pela vista, pelo descanso mental, pelo contato com a natureza, pela sensação de realização, pelo convívio os com amigos, pelos “perrengues” que encontraremos no trajeto e, no fim, por toda a experiência que este desgastante caminho irá proporcionar.

Aqui está, então, a solução para exigirmos esforço, tempo e dedicação de nossos treinandos, sem que eles nos vejam como meros obstáculos para a manutenção da sua rotina, por vezes menos produtiva, antes dos treinamento, do que será depois do embarque de conhecimento. Veja algumas situações importantes que podem deixar o caminho do T&D mais envolvente e prazeroso:

 

Contexo

Construir situações e contextos, que permitam aos treinandos se sentirem bem e desafiados em uma sequência de conhecimento. Apresente as razões que facilitam o entendimento do contexto e da importância daquelas horas de dedicação. Mas não venda facilidade, pois a construção estará no empenho de energia e esforço.

Relevância

Vendedores são pessoas práticas, que precisam ver aplicabilidade imediata para darem valor ao seu investimento de tempo. Apresente a relevância e, se possível, em situações práticas. Explique quais os ganhos que terá ao se empenhar e investir energia em determinada ação.

Diversão

A aquisição de conhecimento, assim como uma difícil trilha para o pico de uma montanha, deve ter uma recompensa prazerosa. Deixar os treinamentos mais divertidos e interativos é uma ótima forma de fazê-los participar. E, quando há participação, há também a construção coletiva, e logo o empenho de cada um é colocado à prova. A frase é: aprendizagem ativa. Temos alcançado grande sucesso em nossos treinamentos, mesmo os remotos, pois contamos com a participação dos treinandos, o que deixa o ambiente mais leve e permite a troca de conhecimento de forma mais verdadeira e espontânea.

Por último, abuse da gameficação. A cada dia, turma ou tema, temos o costume de criar games, que têm a função de quebrar a monotonia expositiva e trazer o treinando para zona de desconforto produtiva. Quem gosta de errar num jogo de perguntas e respostas? Um simples quiz pode parecer inofensivo, mas é uma ótima forma de mensurar o ganho de conhecimento da turma. Mais do que isso, mostrar àqueles que, supostamente, “sabem tudo do que está sendo ensinado”, mas em seu íntimo estão sendo colocados em xeque diante de uma simples pergunta de múltipla escolha e ficam em dúvida sobre a resposta correta.

 

Espero, com este artigo, ter conseguido apresentar as preocupações de produzir treinamentos que exigem tão pouco dos treinandos e que, talvez, não façam sentido. E ao mesmo tempo mostrar alguns caminhos que podem compensar o esforço da única forma que temos de aprender, desaprender e reaprender. Como diria Alvin Tofler: é com investimento de tempo e energia.

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Coach: Todos deveriam ter um

Escrito por Marcelo Scharra

Segundo Patrick Mouratoglou, coach e treinador responsável pelo sucesso de Serena Willians, tenista norte americana, todos que querem atingir um alto nível de desempenho precisam evitar a auto sabotagem – um termo conhecido, principalmente, no mundo da psicologia, mas não pela maioria dos profissionais.

A auto sabotagem acontece quando você acredita que está dando o seu máximo e deixa de repetir rotinas produtivas de maneira, muitas vezes, inconsciente. Por exemplo, quando você se inscreve na academia e vai 5 dias seguidos, depois não aparece mais, ou quando se propõe a ler algum livro que vai te fazer bem, mas utiliza a desculpa de que está cansado. Isso é auto sabotagem.

 

Este tipo de comportamento, que a nossa zona de conforto é mestre em nos colocar, pode ser rapidamente detectado por um profissional, fazendo com que qualquer pessoa possa enxergar e atingir níveis que ela sequer sabia que existiam. No português claro, costumo dizer que “É mais fácil ver o nível da água quando se está fora do aquário”.

 

Mas por que isso acontece?

 

Nossa mente possui muitos artifícios para driblar a suposta racionalidade, que acreditamos ditar nossos comportamentos. Digo “suposta”, porque creditamos grande parte de nossas decisões à nossa decisão consciente, quando, na verdade, é apenas um processo de transformar em lógico um estímulo emocional que foi processado em nosso subconsciente.

 

Para deixar o papo mais dinâmico, vou citar o episódio em que Serena encontrou dificuldades para performar nas bolas próximas à rede. E isso, de fato, era um ponto a ser desenvolvido por ela.

Tamanha era sua certeza de que não seria capaz que, mesmo as bolas que eram passíveis de se converterem em pontos, ela não tentava, devido à crença de que “Não seria pra ela”.

No intervalo de um jogo, vendo que esta insuficiência poderia lhe custar o campeonato, seu coach mentiu. Ele lhe que os novos dados refletiam que ela convertia 80% das bolas curtas, e que ela estava perdendo o jogo em um dos pontos que eram mais fortes. Ela ficou na dúvida, mas, devido à credibilidade de seu treinador, acreditou. Passou a se jogar em todas as bolas e conseguiu melhorar sua campanha, tornando-se campeã do torneio.

 

Muitas vezes, nos tornamos reféns de nossas próprias crenças e nos cansamos antes de nossos técnicos, coachs ou analistas. Afinal, nosso papel é jogar e, o deles, orientar. Com um olhar neutro, reforçando as potencialidades que nossa zona de conforto, medo ou, até mesmo, histórico familiar, às vezes, nos convencem que são pontos fracos.

 

Falando em pontos fracos, ainda neste episódio, Patrick contou sobre sua infância. Relatou que era um menino tímido e que, por ter muita vergonha de falar em público, acabou se tornando um grande observador, o que fez dele um excelente analista de pessoas, capaz de ler comportamentos e hábitos que poucos observavam e tornando aquilo o que parecia ser um defeito em sua grande arma.

 

E você, o que tem escondido por acreditar ser um defeito, mas, na verdade, é sua maior alavanca de resultado?

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Saudades do Treinamento Presencial? Não!

São 06:30 da manhã, seu despertador toca, você aperta o botão soneca para ganhar mais 10 minutinhos que mais pareceram 10 segundos. Você precisa levantar, afinal, já combinou com seu colega de irem juntos para mais um treinamento que a sua empresa está oferecendo.

Você chega na casa dele, ele ainda não desceu e o motorista do aplicativo fica um pouco impaciente. Finalmente, ele entra no carro com alguma desculpa esfarrapada e vocês seguem a viagem.

O trânsito está intenso, e o medo que vocês têm é o de ter que entrar após o início da apresentação e passar pelo constrangimento de que todos saberão que você resolveu dormir um pouquinho a mais.

Apesar dos perrengues, você consegue chegar no horário, passa pelo credenciamento, recebe o crachá com o seu nome e, finalmente, te encaminham para a sala, onde passará o dia todo, mas com alguns intervalos em que poderá desfrutar das delícias do coffee break e colocar a sua dieta da semana à prova.

Esses momentos descritos acima fazem – ou faziam – parte dos clássicos treinamentos e desenvolvimentos de equipes corporativas e, hoje, devido às circunstâncias globais já sabidas por todos, não deverão acontecer por muito tempo.

A grande maioria das equipes de treinamento e desenvolvimento de inúmeras empresas com quem conversei nestes últimos 4 meses relataram desafios muito parecidos, entre eles: como engajar a equipe remotamente, como adaptar os colaboradores aos encontros digitais e, por fim, como criar uma experiência parecida com os treinamentos físicos.

Eu posso dizer com muita segurança que nenhuma empresa deveria sentir saudade dos encontros presenciais, e vou explicar alguns motivos para isso. Se eu acredito que nunca mais deveremos ter eventos presenciais? Não, eles precisarão acontecer mais do que nunca, porém de maneiras diferentes, mas eu falarei disso em outro artigo.

Voltando aos encontros digitais, vamos aos seus pontos positivos e como que nós aqui na Aceleração de Vendas estamos trabalhando com isso.

Logo de cara, podemos excluir todos os problemas que descrevi nos primeiros parágrafos. A partir de agora, cada colaborador poderá participar diretamente do conforto do seu lar, escolhendo onde ficará sentado, o que irá tomar, que roupa usar… Ou seja, menos coisas para se preocupar.

Os encontros digitais se tratam muito menos das plataformas tecnológicas utilizadas e muito mais sobre a experiência oferecida para cada um dos treinandos. Por exemplo, como é a participação de um aluno em um evento presencial? Ele tem que levantar a mão, aguardar o microfone chegar, quebrar a barreira da timidez para falar em público, se apresentar e por aí vai. Já nos digitais, o treinador sabe o nome de todos os participantes desde o início, pode ler os comentários pelo chat da ferramenta, chamar quem ele quiser pelo nome ao observar uma reação e cada treinando pode acionar o seu microfone instantaneamente.

A participação é muito mais rica, construtiva e colaborativa nos eventos digitais, isso é um fato inegável. Vamos analisar as clássicas atividades em grupo, ou role plays. Tem que parar tudo, todos levantam, arrastam as mesas, as cadeiras e, em alguns casos, ainda ficam em uma posição desconfortável.

Todos esses problemas, agora, são resolvidos com um simples botão, que ao ser selecionado imediatamente direciona cada participante para a sua sala correta. E se alguém estiver com dúvidas, basta apertar outro botão para que o treinador entre nesta sala e esclareça as dúvidas.

O que temos observado por meio de feedbacks, tanto de nossos clientes como dos treinandos diretamente, é que as experiências e a transmissão do conhecimento está fluindo naturalmente com um engajamento muito maior do que acontecia nos eventos presenciais.

Em um dos treinamento em que eu estava participando, fiz uma brincadeira e apareceu uma interação com um aluno que sabia fazer uma imitação de um famoso apresentador. A partir daí, ele entrou na brincadeira e conduzimos todo o curso de uma forma ainda mais irreverente, tanto que no final do módulo aconteceu algo inédito, as pessoas não queriam sair da sala digital, estavam engajadas, participando e rindo. Quando que em um evento físico poderíamos ter uma experiência como essa?

Um dos maiores pilares educacionais da Aceleração de Vendas é tornar nossos alunos os protagonistas de suas ações. E isso nunca aconteceu de forma tão simples e natural.

A partir de agora, devemos considerar que o conceito de Transformação Digital faz parte de um recente passado, que deu espaço para o que estou chamando de Comportamento Digital. Ou seja, como todos nós devemos viver nossas rotinas neste novo mundo conectado, digital e interativo?

Se você ainda não sabe responder a esta pergunta, talvez possa pressionar o seu botão soneca, mas cuidado para que não se passem 10 anos e você ache que foram somente 10 dias.

 

Felipe Chaya

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O treinamento remoto é melhor que o presencial

Treinamentos Remotos, programas de domingo, streamings e engajamento. Qual a relação?

E se os treinamentos remotos fossem tão interessantes quanto os serviços de streamings como Netflix, Amazon Prime, HBO Go ou qualquer outro canal digno de séries para maratonar?

Pois é, nesta última semana tivemos a oportunidade de aplicar alguns treinamentos remotos, somando mais de 500 pessoas treinadas em diferentes temas. No briefing de alinhamento com nossos clientes havia uma preocupação, muito pertinente por sinal, da parte deles sobre o engajamento e aproveitamento das turmas, ou seja, como poderíamos garantir que esses treinamentos não seriam “mais do mesmo” e assegurarmos que traríamos a experiência do digital o mais próximo possível do presencial?

Tanto o nosso cliente como nós já tínhamos aplicado treinamento recentemente, eles em um formato mais tradicional de ensino à distância e nós com nossa metodologia focada no treinando e utilizando a tecnologia a favor de uma nova experiência de ensino aprendizagem, com o objetivo de garantir a transferência de conhecimento e conseguir depoimentos como estes abaixo:

“Foi ótimo, não vi a hora passar! Simone M.

 “Bem dinâmico e interativo. Excelente!” Alexandre J.

“Gostei muito do treinamento, bem dinâmico coloca os participantes para interagir o tempo todo.” Cleide S.

Por que as pessoas passam horas e mais horas maratonando séries na Netflix? Ou então por que passamos quase que o domingo todo “pregados” em programas de TV com gincanas de homens contra mulheres, pegadinhas ou vídeo cassetadas? Outro fenômeno interessante é o de quando passamos um bom tempo rolando as nossas telas, navegando nas redes sociais e nem vemos o tempo passar.

Aliás “não vi a hora passar” é uma expressão que traduz bem o conceito de atenção plena, mais conhecido atualmente como Mindfulness e que designa um estado mental caracterizado pelo esforço de manter a atenção no presente, numa atitude aberta, de curiosidade, ampla e tolerante a fim de intencionalmente estar imerso e pleno no momento presente. Falei sobre esse tema de maneira mais profunda em um artigo chamado “Retiros religiosos e convenções empresariais. Qual a relação?” (clique aqui para ler). Nele citamos que mindfulness nada mais é do que algo criado por alguns cientistas há cerca de 30 anos para descrever uma releitura corporativa do que os budistas já praticam tem cerca de 2.500 anos em suas meditações.

Atenção plena é portanto a chave para o sucesso em treinamentos corporativos. Não é de hoje que prender a atenção de executivos é um desafio. Segundo uma pesquisa sobre o tema a falta de engajamento e até mesmo a não presença em treinamentos é um grande agravante.

Pergunto então:

– Será que são as tecnologias atuais e o distanciamento social recente que criou a dificuldade de treinar equipes? Ou isso já acontecia?

– Você acredita mesmo que era uma sala fechada na empresa ou em algum hotel que garantia a atenção plena, diante de tanta distração na palma de nossas mãos?

O problema não está no distanciamento social ou na tecnologia, mas sim na desinteressante forma com que os conteúdos são transferidos, sem mencionar a relevância deles, que em sua maioria passam longe da aplicabilidade prática e se apoiam em teorias pouco engajadoras, pois acabam sendo apresentados para uma nação, infelizmente, com pouco repertório ou densidade cultural sobre estudos, dificultando a compreensão do todo.

Quero ressaltar um fator muito importante: a atenção plena não depende somente do programa que está sendo apresentado, é claro que um conteúdo relevante e aplicável, uma boa condução e principalmente uma mecânica interativa com os treinandos ajuda muito, mas ainda assim o desenvolvimento é responsabilidade de cada um. Sem uma boa dose de interesse e respeito a célebre frase de Sócrates, “Só sei que nada sei”, não existe atenção plena.

Alguns podem dizer: “…mas Scharra, na situação que estamos vivendo temos familiares, pets e as distrações de uma casa, como então garantir meu aprendizado?”, porém a pergunta que faria seria: onde estão todas estas distrações quando se assiste Netflix?

Por fim não ignoro as características que o ambiente doméstico possui e os desafios do home office quando o time de treinamento e desenvolvimento precisa, de fato, treinar e desenvolver a sua equipe, porém todos esses pontos críticos já faziam parte da pauta de T&D muito antes do distanciamento social ou da “oficialização” do home office. Para contornar todas essas intempéries desenvolvemos algumas soluções aqui na Aceleração de Vendas, todas já validadas em nossos treinamentos e que nos garantiram um NPS acima de 7.

Deixo então abaixo algumas sugestões que tem nos ajudado a garantir a transferência de conhecimento e o engajamento dos nossos treinandos.

Treinando como Protagonista – Colocar os treinandos como protagonistas da aprendizagem, utilizando suas experiências pregressas como uma grande base de dados de conhecimentos acumulados sobre os temas a serem discutidos.

Colaboração = Cola + Labor + Ação – Incentive a colaboração e participação. Se possível crie grupos de regiões diversas para discussões dos temas, isso enriquece o treinamento e proporciona o contato com pessoas que muitas vezes têm pouca interação no dia a dia.

Aquecimento – Ao realizar o treinamento não deixe de promover o aquecimento, construa um ambiente e um momento de atenção plena, relembre coisas “óbvias” como ter papel e caneta para fazer anotações e separar um lugar confortável com uma garrafa de água. Por mais que seja óbvio, o objetivo é criar uma sintonia com a plateia.

Depoimentos – Inicie com depoimentos dos treinandos para que eles possam participar.

Câmeras abertas – Peça que todos estejam com suas câmeras ligadas, isso demonstra respeito ao treinador e permite uma percepção melhor para aquele que está apresentando o treinamento. Tem sido muito rico fazer perguntas e pedir que as pessoas interajam com “joinha na câmera”, isso mantém as pessoas conectadas e permite um feedback rápido a quem está facilitando o treinamento.

Sala de Aula invertida – Já conhecido de muitos, na minha opinião esta é a maior fonte de aprendizado para turma. É um momento em que os treinandos devem contribuir com o que absorveram de conteúdo sobre o tema.

Tecnologia como aliada – Antigamente para fazer um role playing (simulações de atividades) você precisava parar o treinamento para reorganizar toda a disposição de mesas e cadeiras causando uma interrupção no processo de ensino-aprendizagem. Hoje com um click você mistura de maneira aleatória ou não, todo seu time, em qualquer lugar do planeta, permitindo a troca de conhecimento em diferentes cenários, o que amplia, e muito, a inovação que tem como base a colaboração e a diversidade.

Trabalho de Conclusão de Curso – Por menor que seja o tempo de treinamento, em todas as nossas intervenções saímos com ricos outputs gerados pelos treinando, garantindo um rico material para avaliação do grau de absorção de aprendizado da turma e dos gaps de ensino-aprendizagem. Sempre que possível faça de maneira colaborativa, ou seja, em times.

Evidências de aprendizagem e engajamento – Abuse das evidências que o ambiente digital proporciona. Temos tido muito sucesso no mapeamento de aprendizagem intra-módulo. Conseguimos por meio de resultados e evidências, garantir que o aprendizado aconteceu durante o módulo

Gamificação – Jogos são as bases dos programas de domingo, abuse destas interações e crie recompensas. Trabalhe a fisiologia dos treinandos por meio dos hormônios (dopamina, serotonina, endorfina) de maneira certa para garantir, e muito, a interação, participação e aprendizado.

Tempo dos treinamentos – Antigamente utilizavam-se 8 horas contínuas de janela de treinamento. No formato digital acredito que para treinamentos mais profundos o tempo deva ser somente entre duas ou três horas para manter o engajamento. Para jornadas mais longas utilize treinamentos divididos em outros mais curtos e mais constantes, eles podem ser bem mais efetivos.

Estes 11 pontos acima são alguns dos aspectos que tem feito com que os nossos treinamentos gerem  excelentes resultados e grande satisfação dos clientes e treinandos.

Veja abaixo alguns dos temas que temos trazido de maneira inovadora a grandes empresas, empoderando significativamente seus times.

Aplicamos cada módulo em treinamentos de 2 a 8 horas por tema, de maneira remota, escalável e com evidências de aprendizado e engajamento. Outro formato comum é aplicar estes módulos em uma jornada de conhecimento que percorre todos os temas de maneira encadeada e orientada.

– Transformação Digital – Fazemos um assessment em todos os treinandos, mapeando seu grau de digitalização. Em seguida proporcionamos uma quebra de paradigmas em relação à digitalização do nosso mundo atual. Falamos de relevância, disponibilidade e vulnerabilidade como elementos essenciais da construção da confiança digital entre pessoas.

– Personal Branding – O Marketing atualmente não é uma exclusividade de um departamento e sim responsabilidade de todos os colaboradores da empresa. Como construir sua imagem nas redes sociais é algo que irá colocar os colaboradores sob uma ótica diferenciada perante seus clientes.

– Social Selling – Vender utilizando as redes sociais é uma obrigação de todos nós. Aqueles que nunca navegaram de forma estruturada sobre este tema podem achar que isto não serve para sua empresa, a minha recomendação é que caso isso tenha passado pela sua cabeça , você precisa rever os seus conceitos.

– Entendendo a Platéia – Como utilizar o perfil comportamental DISC para compreender o seu interlocutor e aumentar o poder de comunicação e persuasão.

– SotrySelling – Como criar histórias poderosas e narrativas de valor utilizando Stoytelling e roteiros que geram conexão e confiança em sua audiência, além de melhorar a percepção de valor da sua empresa, produtos e serviços perante seus clientes.

– As palavras tem poder – Neste módulo apresentamos as técnicas de gatilhos mentais e como eles podem ajudar na comunicação escrita. Apresentamos ainda como nosso cérebro toma as decisões e como podemos utilizar isso a nosso favor com nossos interlocutores.

– O poder da Voz – Apresentamos a importância da comunicação falada e suas derivações. Este módulo tem grande importância e relevância para o momento em que vivemos, em tempos de distanciamento social as nossas expressões ficam mais expostas e explícitas na tela cheia de um computador ou um celular nas conferências por vídeos realizadas diariamente.

Este módulos acima fazem parte da nossa coleção 2020/2021. Consulte-nos sobre os módulos de HardSkills como: PDCA, Gestão Estratégica de Vendas, Processos de Vendas e Negociação estratégica.

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Responda este e-mail que eu entro em contato.

Bora contribuir para o crescimento de nossos profissionais, empresas e de nossa nação? 

Um forte abraço e boas vendas!

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Qualificação de Leads: O que é e como fazer

Para fazer a qualificação de leads, é necessário seguir as etapas do funil de vendas, que tem como objetivo dar suporte à buyer journey (jornada de compra). A função principal do funil é organizar o processo de vendas, torná-lo previsível e escalável, para facilitar a tomada de decisões, planejamento e estrutura para conquistar clientes. (mais…)
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