Espera ativa. Qual é a norma entre o antigo e novo “normal”?

No dia 24 de Março o Governador de São Paulo, João Dória, decretou o início oficial da quarentena, de lá pra cá já se foram 26 dias e para algumas pessoas a impressão é que já foram meses.

Uma das coisas que causa angústia em todos é não sabermos quando de fato poderemos sair sem preocupações pelas ruas e não estou entrando, nem quero entrar, em questões políticas aqui.

Com certeza você deve estar se perguntando: Quando poderei voltar ao normal?

É justamente sobre isso que eu gostaria de falar, o que é “normal”, qual a diferença entre a antiga e a nova norma.

Dizem que quando realizamos uma tarefa por 21 dias ela passa a se tornar um hábito (leia o artigo que escrevi sobre o Poder do Hábito), sendo assim, nossos comportamentos diários durante a quarentena poderiam ser considerados como o novo normal?

Estamos vivendo uma fase de transição, um período em que o que funcionava não funciona mais e o que irá funcionar não funciona ainda e não tivemos tempo de nos prepararmos para essa transição, nossas empresas não nos entregaram um Manual de Sobrevivência da Quarentena e as Boas Práticas do Home Office estão sendo aprendidas em tempo real, sem ensaios..

Quando as medidas de isolamento social não forem mais necessárias voltaremos para nossas empresas, funções e rotinas com várias mudanças, pois já estamos aplicando elas diariamente.

Todos os dias acordo um pouco mais tarde do que antes, por volta de 6:30 da manhã, venho para o meu escritório que fica a algumas quadras de casa, tomo todos os cuidados no trajeto e fico sozinho, já que toda a minha equipe está trabalhando remotamente e esse é meu atual normal.

Com esta normalidade, acostumei a me comunicar por call com os colegas de trabalho, a gerenciar todos os arquivos na rede e utilizar com mais precisão e eficiência as ferramentas de gerenciamento, confesso que nunca senti prazer ou fui fã desses recursos colaborativos, exceto no uso do CRM, uma questão de sobrevivência para quem depende e trabalha com vendas.

Sobre o atual normal, vivido durante a quarentena, eu adquiri novos hábitos, alguns por pura sobrevivência e que provavelmente não farão parte do novo normal e outros eu gostaria muito de mantê-los como:

  • Utilizar minha varanda como academia – treinar está mais ligado a sua mente que ao espaço físico
  • Continuar tendo mais contato com as matérias e aprendizados da minha filha na escola, que como está sendo realizado por EAD é fácil compartilhar dúvidas e ensinamentos.
  • Jogar video game com ela passou a ser um hábito aos finais de semana
  • Cozinhar mais vezes  e por consequência lavar muito mais louça ( esta última parte, espero que no novo normal diminua um pouco, rs)
  • Manter o ritmo de produção de conteúdos e reflexões autorais sobre vendas

Todos esses hábitos citados acima fazem com que eu me sinta efetivamente ativo e isso faz um bem danado. 

Analisando essas etapas do que chamamos de normal, com certeza sairemos com grandes lições profissionais, aprendi que uma reunião por dia com toda a equipe, mesmo que a distância, aumenta a produtividade do time. Empresas aprenderam que reuniões à distância podem ser mais eficientes que as presenciais, imagine quanto tempo economizamos e economizaremos se não tivermos mais que pegar o trânsito caótico das 18h para uma reunião de apenas 40 minutos. Quantos assuntos que antes precisavam ser tratados em reuniões e hoje percebemos que em um e-mail está tudo resolvido?

O mundo será muito mais digital no novo normal, veja, 30 milhões de pessoas que eram “desbancarizadas” passaram a ter uma conta poupança digital, 4 aplicativos que permitem conferências digitais somaram, durante a quarentena, 6,2 milhões de downloads. Em quanto tempo essas pessoas passariam a usar esses aplicativos, sem esta adversidade: 1ano, 2 anos, 5 anos?

Se quando essa fase que estamos vivendo acabar e você voltar ao antigo normal, é preciso parar para refletir sobre isso e entender os motivos. Ou você já estava digitalizado o suficiente ao ponto de não ser impactado pela pandemia ou não entendeu nada sobre a transformação digital a qual o mundo todo foi exposto.

Ao pessoal de vendas, audiência recorrente destes artigos, o que posso dizer é que todos os mercados são capazes de se reinventar,portanto sofra menos e reinvente-se mais. Precisaremos solucionar problemas materiais e emocionais dos nossos clientes neste novo normal e esta é a missão do vendedor. Como protagonistas do progresso, neste caso, manteremos a normalidade de enfrentar adversidades e propor soluções empáticas e criativas para continuar gerando progresso e prosperidade.

Boas vendas!

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