O que te tira do sério é culpa de quem?

Escrito por Felipe Chaya

Quando foi a última vez que algo te tirou do sério?

Vamos pensar em uma cena clássica. É sexta, você acabou de acordar, já tem a sua rotina certa. Levanta, toma um banho, veste as roupas previamente pensadas, toma um café com a família, pega o material do trabalho, chaves de casa e sai feliz da vida.

Tudo está perfeito, até que um cidadão resolve fechar o seu carro do nada, enfia a mão na buzina e, além de tudo, te xinga de todos os nomes possíveis. Você é uma pessoa consciente e sabe que o erro não foi seu, e isso faz com que todas aquelas sensações boas que estava sentindo saiam imediatamente do seu corpo.

 

Minha pergunta é: quais sentimentos assumirão o controle a partir deste momento?

A resposta poderá determinar como anda o seu QE, ou coeficiente emocional, um termo popularizado pelo renomado psicólogo e escritor, Daniel Goleman, com o seu livro “Inteligência Emocional”. Segundo ele, Inteligência Emocional tem a ver com o quanto dominamos a nós mesmos e nossas relações.

 

Existem 4 domínios fundamentais:

 

1 – Autoconsciência

Reconheça o que sente e porque sente – esta é uma base para a boa intuição, tomada de decisão e também é uma bússola moral.

 

2 – Autogestão

Tome conta das emoções estressantes de uma maneira eficaz para que elas não estraguem o seu dia, ou o momento e, ao mesmo tempo, saiba sintonizar essas emoções quando necessário para aprender com elas, pois toda emoção tem uma função. Dentro deste tópico, saiba como fazer brotar as emoções positivas, nos envolvendo e nos entusiasmando com o que trabalhamos, alinhando nossas ações com nossas paixões.

 

3 – Empatia

É muito mais do que ser uma pessoa agradável, é sobre compreender o que a outra pessoa está sentindo e se disponibilizar verdadeiramente para ajudar.

 

4 – Habilidade Social

Será definida de acordo com a forma como você conseguirá colocar os 3 primeiros pontos juntos.

 

Agora que você sabe um pouco mais sobre Inteligência Emocional, como seria a sua reação com a fechada do carro que levou?

 

É claro que, instintivamente, quase todos nós agiríamos de forma brusca e violenta. Mas por quanto tempo esse sentimento permanece reverberando dentro de você? Se ele for capaz de acabar com o seu dia e consumir uma energia suficiente a ponto de derrubar a sua produtividade, sinto lhe informar, mas você tomou um sequestro emocional – termo também difundido por Daniel Goleman.

 

O sequestro emocional é sobre quando um sentimento é processado por estruturas primárias do cérebro de forma tão rápida que não permitem a participação do neocórtex.

Quando este evento ocorre, ficamos preso em um looping do qual não é fácil sair, e isso é extremamente prejudicial. Mas, quanto maior for o seu coeficiente emocional, mais protegido de sequestros emocionais você estará.

 

Lembre-se de ampliar a sua autoconsciência e entender o que está sentindo, saiba controlar suas atitudes e entenda o que o outro está sentindo. Quanto mais treinar estes aspectos, mais fácil será lidar com os problemas cotidianos do trabalho, família e relações de modo geral.

 

Conseguiu lembrar de alguma situação que aconteceu com você e não sabia que era um Sequestro Emocional?

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Você se acha um profissional “faca na caveira”?

Escrito por Felipe Chaya

“Aqui é faca na caveira.”

 

Se esta frase nunca foi dita por você, com certeza já deve ter ouvido algum colega de trabalho utilizá-la em algum momento de euforia – numa reunião de metas ou no fechamento de um grande contrato.

 

Esta frase, conhecida de longa data dos militares espalhados pelo mundo, se popularizou no Brasil em 2007, com o filme “Tropa de Elite”.

O símbolo da caveira, com uma faca cravada nela, é utilizado pelas melhores equipes de operações especiais ao redor do mundo todo e, diferente do que muitas pessoas podem pensar, ela não significa a morte pura e simplesmente. Porém, representa a vitória da vida sobre a morte.

 

Foi durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, nos campos de batalha, que originou-se a frase “Faca na Caveira”. Uma equipe inglesa de Operações Especiais, conhecida como “Comandos” – que tinha o símbolo de um punhal representando sua organização – ao chegar num território inimigo, encontrou uma caveira, um dos símbolos que representavam os Nazistas.

Um dos combatentes ingleses cravou um punhal na parte de cima desta caveira, e este gesto retratou o que estava acontecendo: as forças inglesas representando a vida estavam vencendo a morte, representada pelo regime nazista de Hitler.

 

“Não é o militar mais técnico, nem o mais bem preparado fisicamente que irá concluir o curso, mas sim o militar com melhor preparo psicológico”, disse um instrutor do CAC (Curso de Ações de Comandos), após a cerimônia em que os candidatos deixam o gorro camuflado e recebem o gorro preto.

O CAC é um curso que forma os melhores e, por isso, não é fácil. Somente cerca de 25% dos inscritos conseguem se formar, ou seja, a grande maioria não resiste nem ao treinamento.

 

O treinamento nada mais é que preparar o indivíduo para enfrentar qualquer tipo de problema que o campo de batalha possa oferecer. Mesmo que sejam fatos raros, é fundamental que um combatente esteja preparado e com o conhecimento enraizado para resolver qualquer coisa sem nem ter que pensar sobre isso.

 

Vamos deixar as batalhas militares de lado e voltar para as batalhas do nosso mundo corporativo.

O que faz um profissional ser um “faca na caveira” é, não são somente os seus resultados, mas o processo de treinamento ao qual ele foi submetido e como ele colabora com os outros membros da sua equipe.

 

Nas organizações, geralmente, aqueles que se dizem ser “faca na caveira” são os primeiros a reclamar quando submetidos a treinamentos, de simples implementação de métodos a complexos sistemas.

É verdade que, em alguns casos, os treinamentos aplicados não são os mais interessantes, ou talvez nem tão úteis, mas o fato é que: treinar é preciso, e muito. Não existe atalho. Se um profissional quer se destacar em sua organização, assumir o protagonismo em sua vida, ele precisa estar capacitado, treinado e com a sua inteligência emocional desenvolvida.

 

Treinar não é algo obrigatório. Neste caso, você pode assumir um status medíocre e está tudo certo – conforme diz nosso artigo anterior a este. Porém, não diga que é um “faca na caveira”.

Como diria o famoso personagem Capitão Nascimento: “Tire essa roupa preta porque tu não é caveira! Tu é moleque!”

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